UERJ – INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA SOCIAIS
PROGRAMA DAS DISCIPLINAS DO 1º SEMESTRE DE 2009
Antropologia Biológica II/ Antropologia do corpo – IFCH 06186 -
Profa. Simone Pondé Vassallo
Horário: 3ª M5/6 e 5ª M3/4
Ementa
O curso procura pensar o corpo como uma construção social e, portanto, simbólica, a partir de diversas formas de representação. Daremos uma ênfase particular à relação entre corpo e identidade, ou seja, ao modo pelo qual ambos se constituem reciprocamente e estão intimamente relacionados. Na introdução, veremos como alguns autores de referência abordaram a questão do corpo. Em seguida, analisaremos o modo pelo qual o corpo é pensado a partir de três temas: raça, gênero e sexualidade, juventude. Os tópicos poderão sofrer variação em função do interesse dos alunos por temas não contemplados inicialmente.
ATENÇÃO: AS AULAS DA PROFESSORA SIMONE SÓ COMEÇARÃO NO DIA 7 DE ABRIL.
I – Introdução: o corpo como uma construção social e simbólica
MAUSS, Marcel. “As técnicas corporais”. In: Sociologia e Antropologia.
LEVI-STRAUSS, Claude. “Uma sociedade indígena e seu estilo”. In: Tristes Trópicos. Rio de Janeiro, Companhia das Letras, 1996.
DOUGLAS, Mary. “Limites externos”. In: Pureza e perigo. São Paulo, Perspectiva.
FOUCAULT, Michel. “Os corpos dóceis”. In: Vigiar e punir. Petrópolis, Vozes, 1977.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Vol. 1, parte 2, cap. V.
II – O corpo racializado
GIACOMINI, Sônia. “Aprendendo a ser mulata: um estudo sobre a identidade da mulata profissional”. In: Costa, A. O. e Bruschini, C. (orgs.). Entre a virtude e o pecado. RJ, Rosa dos Ventos e SP, Fundação Carlos Chagas, 1992.
FARIAS, Patrícia. Pegando uma cor na praia: relações raciais e classificação de cor na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Prefeitura do RJ, 2006. Capítulo 3.
GOMES, Nilma. Corpo e cabelo como símbolos de identidade negra. II Seminário Internacional de Educação Intercultural: Gênero e Movimentos Sociais, Florianópolis, 2003. Anais. Florianópolis, UFSC, 2003.
SABINO, César. “A louridade da loura”. In: Goldenberg, M. (org.). O corpo como capital. Barueri, SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2007.
SANSONE, Livio. A criação do corpo negro: classe, etnicidade e gênero entre os jovens de classe baixa no Brasil e Holanda.
SANTOS, Ricardo Ventura dos e MAIO, Marcos Chor. “Qual ‘Retrato do Brasil’? Raça, biologia, identidades e política na era da genômica”. In: Mana, abril de 2004.
III – Gênero e sexualidade
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. RJ, Bertrand Brasil, 2002 (1º capítulo).
GOLDENBERG, Myrian. “O corpo como valor”. In: Olhares do corpo. Faperj/Mauad, 2003.
SABINO, César. “Musculação: expansão e manutensão da masculinidade”. In: Os novos desejos. RJ, Record, 2000.
GASPAR, Maria Dulce. “Divisão simbólica do eu e cuidados corporais”. In: Garotas de programa. RJ, Jorge Zahar, 1985.
IV – Juventude
DIÓGENES, Glória. “Territorialidade e violência”.
GOLDENBERG, Mirian. Nu e vestido. Rio de Janeiro, Record, 2002. Capítulos a definir.
GOLDENBERG, Mirian. O corpo como capital. Barueri, SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2007. Capítulos a definir.
ALMEIDA, Maria Isabel Mendes de e EUGÊNIO, Fernanda (orgs.). Culturas jovens: novos mapas do afeto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2006. Capítulos a definir.
CARVALHO, José Eduardo Coi de. “Tatuagem como objeto de estudo: o corpo na tensão entre submissão e resistência”. In Interseções, 6 (1), 2004.
Tópicos Especiais em Antropologia XXXVII –[IFCH02 10714
ANTROPOLOGIA DA FAMILIA E DAS GERAÇÕES]
PROFa. CLARICE EHLERS PEIXOTO
Horário: Quintas: T1- T4 (12:30h às 16h)
Apresentação
Este curso pretende discutir as questões que envolvem o estudo da vida familiar e das relações intergeracionais. O funcionamento interno das famílias mudou muito nas últimas décadas, abrindo um espaço maior para a expressão pessoal e para a autonomia de cada um de seus membros. Um novo quadro de vida familiar foi progressivamente elaborado, seguindo modalidades diferentes em cada sociedade, ainda que permaneça uma base comum já que são as relações intra-familiares que sustentam a construção identitária de cada um de seus membros. Contrariamente as aparências de desordem, apontadas na variação dos indicadores demográficos, as famílias continuam a contribuir para a reprodução biológica e social da sociedade, função que podemos considerar do ponto de vista socio-antropológico como universal.
Programa
1ª aula: apresentação do curso e comentários sobre a bibliografia
Unidade I: As diferentes sociologias da família: abordagem teórica da questão
. ARIÈS, Philippe. As idades da vida; As imagens da família. In A história social da família e da criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
. RADCLIFFE-BROWN, A.R. O Estudo dos Sistemas de Parentesco. In Estrutura e função na sociedade primitiva. Rio de Janeiro: Vozes, 1973 [1941]: 67-114.
. SARTI, Cynthia. "Deixarás pai e mãe": Notas sobre Lévi-Strauss e a família. Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 9, volume 16(1): 31-52, 2005. http://www.ufpe.br/revistaanthropologicas/internas/volume16(1)/Artigo%202%20(Cynthia%20Andersen%20Sarti).pdf
. WOORTMANN, Klaas. A Idéia de Família em Malinowski. Campos 2:7-32, 2002.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/campos/article/viewFile/1572/1320
. PEIXOTO, Clarice e CICCHELLI, Vincenzo. Sociologia e antropologia da vida privada na Europa e no Brasil. Os paradoxos da mudança. In PEIXOTO, Clarice; SINGLY, François; CICCHELLI, Vincenzo Família e Individualização. RJ: ed. FGV, 2000, p.7-11.
. SINGLY, François. A sociologia da família na França nos últimos trinta anos. Interseções: revista de estudos interdisciplinares 3(2): 31-44, 2001.
. VELHO, Gilberto. Família e parentesco no Brasil contemporâneo: individualismo e projetos no universo de camadas médias. Interseções: revista de estudos interdisciplinares 3(2):45-51, 2001.
Unidade II: Família e contextos sociais
. SCOTT, Parry. Famílias sem casais e a diversidade conjugal no Brasil. Interseções: revista de estudos interdisciplinares 3(2): 93-112, 2001.
. DUARTE, Luiz Fernando e GOMES, Edlaine. A pesquisa na própria família (e sobre a própria família). In DUARTE, Luiz Fernando e GOMES, Edlaine Três Famílias. Identidades e trajetórias transgeracionais nas classes populares. RJ: ed. FGV, 2008, p. 31-57.
. GUEDES, Simoni e LIMA, Michelle. Casa, família nuclear e redes sociais em bairros de trabalhadores. In LINS DE BARROS, M. (org.) Família e Gerações. RJ: ed. FGV, 2006, p.131-160.
Família e trabalho
. ARAUJO, Clara e SCALON, Celi. Percepções e atitudes de mulheres e homens sobre a conciliação entre família e trabalho pago no Brasil. In ARAUJO C. e SCALON C. (orgs). Gênero, Família e trabalho no Brasil. RJ: ed. FGV, 2005, p. 15-78.
. BORGES, Angela. Reestruturação produtiva, família e cuidado: desafios para as políticas sociais. In BORGES, Angela e CASTRO, Mary G. Família, gênero e gerações. Ed Paulinas, 2007, p.179-206.
. ALVIM, Rosilene. Família e trabalho infantil. Interseções: revista de estudos interdisciplinares 3(2):213-231, 2001.
Unidade III. Família e Gerações
. RAMOS, Elsa. As negociações no espaço doméstico: construir a "boa distância" entre pais e jovens adultos "coabitantes". In LINS DE BARROS, M. (org.) Família e Gerações. RJ: ed. FGV, 2006, p.39-65.
. PEIXOTO, Clarice e MATTOS LUZ, Gleice. De uma morada à outra: processos de re-coabitação entre as gerações. Cadernos Pagu (29): 171-191, 2007.
. FONSECA, Claudia. Aliados e rivais na família. In FONSECA, Claudia Familia, Fofoca e honra.
. PEIXOTO, Clarice. Aposentadoria: retorno ao trabalho e solidariedade familiar. In PEIXOTO, C. (org.). Família e Envelhecimento. RJ: ed. FGV, 2004, p.57-84.
PROVA na 1ª parte da aula, toda matéria; 2ª parte: propostas de temas para trabalho final
Unidade IV. Família e Violência
. DEBERT, Guita e Beraldo de Oliveira, Marcella. Os modelos conciliatórios de solução de conflitos e a "violência doméstica". Cadernos Pagu (29): 305-337, 2007.
. PEIXOTO, Clarice. O corpo do Outro: tratar bem ou maltratá-lo? In GOLDENBERG, Mirian e DEBERT, Guita (orgs.) Corpos, envelhecimento e identidades culturais. RJ: Record, 2009.
. VALENCIA, Maria Cristina P. El cenario familiar. La convergencia del conflicto armado y el desplazamiento forzado. Une lectura desde la realidad del departamiento de Caldas, Colombia. Interseções: revista de estudos interdisciplinares 7(2):101-130, 2005.
Unidade V: Imagens da família
Projeções de vídeos: a definir
Seminário interno: Apresentação das pesquisas de:
. COPQUE, Bárbara. Livre do ventre, não da prisão. Reflexões sobre a gravidez e a população infantil nascida nos presídios.
. MATTOS LUZ, Gleice. Noras e sogras: sobre relações familiares e conflitos.
. LEAL, Mariana R. Receitas da vovó: um estudo sobre a transmissão de conhecimento de plantas medicinais entre mulheres de grupos comunitários do Rio de Janeiro e da Paraíba.
Tópicos Especiais e Antropologia IV-IFCH 02 5908
O Cinema antropológico de Jean Rouch
Profa: Patrícia Monte-Mór
Horário: 3ª T5/N2
O curso tem como foco aluno de Ciências Sociais que já tenham feito disciplinas básicas de Antropologia e preferencialmente, tenham assistido a um dos cursos de Antropologia Visual já oferecidos no Departamento.
Trata-se de uma proposta de aprofundamento sobre a obra de Jean Rouch, o renomado antropólogo-cineasta francês, que tem grande importância nos estudos de antropologia visual e na compreensão do uso da imagem na Antropologia, de forma mais ampla.
Iniciando seus trabalhos de filme e pesquisa entre os anos 40/50, tendo seu foco na África, Jean Rouch é até hoje nome articulador e parâmetro para inúmeras reflexões e contribuições ao campo do diálogo entre a Antropologia e a imagem.
Nessa proposta quero apresentar não só a obra de Rouch, como também de autores que tiveram influencia na sua obra e seus seguidores.
Vamos aproveitar a oportunidade de realização de um grande evento sobre o diretor, em junho de 2009 (e que envolverá o NAI), no Rio de Janeiro, não só para preparar os alunos para melhor absorver as questões que serão tratadas, como também para usufruir dos filmes e das discussões.
A obra de Jean Rouch tem sido reconhecida como de suma importância não só no campo da cultura de maneira geral, mas da Antropologia, especificamente. O curso está direcionado para o campo da Antropologia Visual mas poderá ser bem absorvido por alunos interessados em Antropologia de modo mais amplo.
Bibliografia de referência:
Piault, Marc. Anthropologie et Cinema. Paris, Nathan. 2000.
_____. Moi, un Noir. Cadernos de Antropologia e Imagem. NAI, UERJ.
Gonçalves, Marco Antonio. O real imaginado. Etnografia, cinema e surrealismo em Jean Rouch. Rio de Janeiro, Topbooks, 2008.
Grimshaw, Anna. “The anthropological cinema of Jean Rouch”. In Grimshaw, Anna. The ethnographer’s eye. Cambridge, Cambridge University Press, 2001 pp 90-120.
Loizos, Peter. “Challenging documentation-realism: the early experiments by Jean-Rouch”. In: Loizos, Peter. Innovation in ethnographic film. Chicago: University of Chicago Press, 1993, pp 45 – 66.
Rouch, Jean. “The camera and man”. In Hockings, Paul. Principles of visual anthropology. Berlin/New York, 1995 pp 79-98.
____. Os “pais fundadores”: Dos ancestrais totêmicos aos pesquisadores de amanhã. In 1a Mostra Internacional do Filme Etnográfico. Rio de Janeiro, Interior Produções, 1993 (catálogo).
Stoller, Paul. “Artaud, Rouch and the Cinema of Cruelty”. In Taylor, Lucien. Visualizing theory. Nova Iorque, Routledge, 1994, pp.84-98.
Sztutman, Renato. “Imagens perigosas: a possessão e a gênese do cinema de Jean Rouch”. In Cadernos de Campo, n. 13, 2005.
Sztutman, Renato e Schuler, Evelyn. “A louca maestria de Jean Rouch” (entrevista). In Sexta Feira. Antropologia artes humanidades, n. 1, São Paulo: Pletora, 1997 pp 12-22.
Sztutman, Renato. “Jean-Rouch e o cinema como subversão de fronteiras”. In Sexta Feira. Antropologia artes humanidades, n. 1, São Paulo: Pletora, 1997 pp 23-30.
Sztutman, Renato. “Jean Rouch: um antropólogo-cineasta”. In Caiuby Novaes, S. et alli (orgs.) Escrituras da imagem. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2004 pp 49-62.
Filmografia de Jean Rouch. Filmes disponíveis no NAI (sala 9103 F) e outros em aquisição. A programação será apresentada durante o curso.
Tópicos Especiais em Antropologia XX (IFCH 02-6911)
Título: África e Pentecostes na formação da memória nacional
Professora: Clara Mafra
Horário: 3ªN5/6 e 5ªN 1/2
Resumo:
O objetivo deste curso é examinar as categorias sociais que têm sido disponibilizadas para refletir sobre a formação da memória nacional na perspectiva do “religioso” e das “religiões” no Brasil. Optou-se por seguir as trilhas de conceituação das chamadas religiosidades “afro-brasileiras” e pentecostais, justamente porque estas prevalecem quando se quer reconhecer as transformações de identidade do Estado-Nação diante do declínio do monopólio católico.
Programa preliminar:
1. Definições
INGOLD, Tim. “Sobre a distinção entre evolução e história”. In Revista Antropolítica.
LEVI-STRAUSS, Claude. 2008. O suplício do Papai Noel. São Paulo. CosacNaify.
HOBSBAWM, Eric e RANGER, Terence. A invenção das tradições. São Paulo. Paz e Terra. (Introdução e capítulo 6. A invenção da tradição na África colonial)
GONÇALVES, José Reginaldo Santos. 1996. A retórica da perda – os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro. UFRJ/Ministério da Cultura-IPHAN.
OLIVEIRA, João Pacheco. 2007. “O retrato de um menino Bororo: narrativas sobre o destino dos índios e o horizonte político dos muesu, séculos XIX e XXI”.(pgs 73-99) . Tempo.
2. África – etnias
CAPONE, Stefania. 2004. A busca da África no candomblé. Tradição e poder no Brasil. Rio de Janeiro. Contracapa.
FRIGERIO, Alejandro. 2005. “Reafricanização em diásporas religiosas secundárias: a construção de uma religião mundial”. In Religião e Sociedade vol. 25, n.2, p.136-160.
BOYER, Veronique. 2008. “Passado português, presente negro e indizibilidade ameríndia: o caso de Mazagão Velho, Amapá”. Religião e Sociedade 28/2:11-29.
3. África – objetos
VELHO, Gilberto. 2006. “Patrimônio, negociação e conflito”. Mana 12(1):237-248.
SANSI-ROCA, Roger. 2007. “De armas do fetichismo a patrimônio cultural: as transformações do valor museográfico do Candomblé em Salvador da Bahia no século XX”. In Abreu, R., Chagas, M.S. e Sepúlveda, M. dos S. Museus, coleções e patrimônios: narrativas polifônicas. Rio de Janeiro, Ed. Garamond/ MinC /IPHAN/ DEMU.
4. Pentecostes - cultura popular e individua(li)zação
FRY, Peter. 1982. Manchester, século XIX, e São Paulo, século XX, dois movimentos religiosos. FRY, P. Para inglês ver. Identidade e política na cultura brasileira.Rio de Janeiro. Zahar.
NOVAES, Regina Reyes.1985. Os Escolhidos de Deus. Pentecostais, trabalhadores e cidadania. Rio de Janeiro. Marco Zero.
PIERUCCI, Antônio F. 2004. Bye, bye Brasil. O declínio das religiões tradicionais no Censo 2000. Estudos Avançados. Vol.18.n.52:17-28.
MAFRA, Clara. 2009. Distância territorial, desgaste cultural e conversão pentecostal. MAFRA, C. e ALMEIDA, R. Religiões e Cidades – Rio de Janeiro e São Paulo. PRONEX/CEM-CEBRAP (no prelo).
5. Pentecostes - construção do local e o global
ROBBINS, Joel. 2008. Sobre alteridade e o sagrado em uma época de globalização. O “trans” em transnacional é o mesmo “trans” de transcendente? Mana vol 14.
VELHO, Otávio. Globalização: Antropologia e Religião. Mais realistas do que o rei – ocidentalismo, religião e modernidades alternativas. Rio de Janeiro. Topbooks.
6. Controvérsias e a construção do Estado laico
GIUMBELLI, Emerson. 2003. O “chute na santa”: blasfêmia e pluralismo religioso no Brasil. In BIRMAN, P. .2003. Religião e Espaço Público. São Paulo, Cnpq/Pronex/Attar Editorial.
MONTERO, Paula. 2006. Religião, Pluralismo e esfera pública no Brasil. Novos estudos CEBRAP, número 74:47-65.
BIRMAN, Patrícia.2003. Introdução. Religião e Espaço Público. São Paulo, Cnpq/Pronex/Attar Editorial.
O curso será organizado em torno de seminários. A avaliação levará em conta a participação em aulas, apresentação de seminário e a entrega de dois trabalhos escritos (prova final opcional).
TÓPICO ESPECIAL EM ANTROPOLOGIA XXXV– IFCH 02 10712 -
Título: Ritual e Simbolismo
Profa.: Sandra de Sá Carneiro
Horário: 3ª M1/2 e 5ª M5/6
Ementa
O objetivo central deste curso é oferecer aos alunos um panorama geral dos estudos sobre ritual e
simbolismo, enquanto temas centrais da reflexão antropológica. Nossa preocupação é mostrar
em que medida eles ocupam lugar central na compreensão da vida social e como continuam
revelando desenvolvimentos significativos tanto em termos de abordagens teóricas e metodoló-
gicas quanto na constante dinâmica dos temas investigados.
Bibliografia:
LEVI-STRAUSS, Claude - Cap I "A ciência do concreto" (p.19/55) O pensamento selvagem. São
Paulo, Companhia Editora Nacional/Edusp, 1970.
"Como morrem os mitos" (p.261/274, cap XIV). Antropologia estrutural Dois. Tempo Brasileiro,
Biblioteca Tempo Universitário 45. Rio de Janeiro.
GLUCKMAN, Max . Rituais de rebelião no sudeste da África . 42 p. Cadernos de Antropologia 4. Unb 1974.________________ “O material etnográfico na antropologia social inglesa” [1959]p. 63-76, In Desvendando máscaras sociais. Org. Zaluar, Alba. Rio de Janeiro (3.ed.): Francisco Alves, 1990.
GEERTZ, C. "Mistura de gêneros: a reconfiguração do pensamento social." O saber local. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. pp.33-56.
GONÇALVES, J. R. Apresentação. In CLIFFORD, J. A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX . Rio de Janeiro: EdUFRJ, 1998, pp 7-16.
CLIFFORD, J. Sobre a alegoria etnográfica. In : GONÇALVES, J. R. (org.). A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro: EdUFRJ, 1998. pp. 63-99.
CAVALCANTI, M. L. 2008. Drama Social: Notas sobre um tema de Victor Turner. São Paulo: Cadernos de Campo, USP.
TURNER, Victor. 2005 [1967] Floresta dos Símbolos: Aspectos do ritual Ndembu . Niterói: EdUFF. Caps.I e II. p. 49-94.
___________ O Processo ritual estrutura e anti-estrutura . Cap. 3 “Liminaridade e communitas” p. 116-159. Petrópolis, E d. Vozes, 1974.DAMATTA, Roberto. Individualidade e liminaridade: considerações sobre os ritos de passagem e a modernidade. Mana. Estudos de Antropologia Social , vol. 6 (1):7-29, 2000.
_____________Carnavais, Malandros e heróis . Rio de Janeiro: Zahar Eds, 1979.DAWSEY, John.2005. “Victor Turner e a antropologia da experiência”, Cadernos de Campo, vol. 13. São Paulo , USP.VAN GENNEP, Arnold. The rites of passage . Chicago : Chicago University Press, 1960 [1909].198p.Avaliação: Participação, seminários, prova e trabalhos.
Tópicos Especiais em Antropologia XXIV- IFCH 02 10701
Título: Euclides da Cunha e a Guerra de Canudos
Profª Luitgarde
Horário: 3ª N1/2 e 5ª N5/6
Ementa: Estudar o significado da obra de Euclides da Cunha para o Pensamento Social Brasileiro. A partir do livro Os Sertões, procurar entender o movimento social de Canudos.
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Tópicos Especiais em Antropologia XXXIX -IFCH 02 10716
(Teorias da Modernidade)
Profa. Maria Claudia Coelho
Horário: 5ª T1/2 /3/4
PROGRAMA
Unidade I: O Sujeito na Modernidade I
- G. Simmel: metrópole, fragmentação e subjetividade
- S. Freud: pulsão e civilização
- Novas configurações: o narcisismo contemporâneo
Unidade II: O Sujeito na Modernidade II
- N. Elias: figurações sociais e experiência individual
- Z. Bauman: fluidez e subjetividade
- Reflexões: fenômenos da modernidade
Bibliografia Básica:
BAUMAN, Zygmunt. (2004). Amor Líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
_____. (2003). Comunidade – a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
_____. (1998). O Mal-Estar da Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
_____. (1998). Modernidade e Holocausto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
ELIAS, Norbert. (1990). O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
_____. (2001). A Solidão dos Moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
_____. (1995). Mozart - sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
FREUD, Sigmund. O Mal-Estar na Civilização. Rio de Janeiro: Imago.
_____. Psicologia de Grupo e Análise do Ego. Rio de Janeiro: Imago.
SENNETT, Richard. (1988). O Declínio do Homem Público. São Paulo: Cia. das Letras.
_____. (1999). A Corrosão do Caráter. Rio de Janeiro: Record.
SIMMEL, Georg. (1971). On Individuality and Social Forms. Chicago: The University of Chicago Press.
Tópicos E. em Antropologia XXXVIII – [IFCH 02 10715]
Evolução Biológica e Cultural do Homem
Profª Margaret
Horário: 4ª T1/4
Objetivo: Fornecer ao aluno elementos p/ entender o processo evolutivo da espécie humana e sua cultura;
R; Foley´Os humanos antes da humanidade,Ed. Unesp1998
R. de Barros Laraia Cultura um conceito antropológico,J, Zahar ed.2005
Tópicos Especiais em Sociologia XXXIV– IFCH 02 10733– Escola de Frankfurt.
Carlos Eduardo Rebello de Mendonça
Horário: 5ª T2/5
O objetivo da disciplina é analisar a Escola do ponto de vista sociológico, como uma teoria crítica da Sociedade burguesa moderna e dos seus instrumentos de legitimação.
O comentário base a ser utilizado será a obra de Martin Jay, A Imaginação Dialética, Ed. Contraponto, Rio, 2008.
PARTE I: Os fundamentos da Escola de Frankfurt:
Theodor ADORNO: Teoria Crítica – I, São Paulo, Perspectiva, 2003.
Tópicos Especiais em Sociologia XXXIV (IFCH 02 10731)
Curso: Trajetórias Intelectuais de Cientistas Sociais (20 alunos)
Profª : Helena Bomeny
Horário: Segundas feiras (T3/6)
OBJETIVOS O objetivo do curso é promover uma discussão sobre trajetórias intelectuais de cientistas sociais no Brasil e em Portugal. Ao analisar diferentes trajetos profissionais e pessoais, pretende-se aprofundar o debate acerca dos processos de construção das carreiras intelectuais e as relações entre os problemas de pesquisa e a sociedade mais abrangente onde se desenvolvem.
Serão apresentadas obras fundamentais para a história das ciências sociais no Brasil e em Portugal. Além disso, a proposta do curso prevê leitura de fontes primárias, tais como entrevistas orais, áudio-visuais, bem como memoriais, documentos, cartas e outros materiais do arquivo pessoal dos próprios cientistas sociais.
Tópicos especiais em Sociologia XXXVII [IFCH 02 10734]
Professor Ronaldo Oliveira de Castro
Horário:4ª N3/4 e 6ª N1/2
Filosofia e Ciências Sociais:
verdade, poder e democracia nos textos de Habermas e Rorty.
Este curso tem como objetivo discutir alguns textos de dois dos mais importantes filósofos contemporâneos, Habermas e Rorty, que se aproximam por suas perspectivas de questões fundamentais para a Sociologia, inclusive por reconhecerem a dimensão prático-social do conhecimento e da “verdade”. Habermas é freqüentemente identificado como herdeiro da Escola de Frankfurt, tendo sido assistente de Adorno, mas ao contrário deste último que via a razão perder seu potencial emancipatório e apenas manter seu potencial de dominação, Habermas sustenta a presença de uma razão dialógica, comunicativa que se opõe à razão instrumental, preservando, portanto, um ideal emancipatório legado pelo iluminismo. Rorty por sua vez declara que se filia tanto à tradição de uma velha esquerda norte-americana envolvida com lutas por justiça social quanto às tradições democráticas presentes nos ideais liberais e iluministas. O curso irá lidar tanto com textos em que os autores expõem suas concepções da verdade, do conhecimento, da democracia, quanto com textos em que ambos entraram em debate direto um com o outro. A unidade 2, dedicada a Rorty, inclui também o debate deste com Clifford Geertz acerca do antiantietnocentrismo.
Unidade 1. Habermas
Habermas, Jürgen. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo, Martins Fontes, 2002.
----------------------. Consciência moral e agir comunicativo.
----------------------. Verdade e justificação. São Paulo, Loyola, 1999.
----------------------. Teoria de La accion comunicativa. Madrid, Taurus, 1999.
Unidade 2. Rorty.
Rorty, Richard. Contingência, ironia e solidariedade. São Paulo, Martins Fontes, 2007.
----------------- Objetivismo, relativismo e método. Escritos filosóficos I. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1997.
Geertz. Nova luz sobre a Antropologia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001.
Unidade 3. Rorty e Habermas em confronto.
Souza, José Crisóstomo de (org). Filosofia, racionalidade, democracia: os debates Rorty & Habermas. São Paulo, Unesp, 2005.
Rorty, Richard. Pragmatismo: a filosofia da criação e da mudança (Magro, Cristina & Pereira, Antonio Marcos, org). Belo Horizonte, UFMG, 2000.
Rorty, Richard. Ensaios sobre Heidegger e outros (Escritos filosóficos vol.2). Relume Dumará, Rio de Janeiro, 1999.
A bibliografia poderá sofrer alterações ao longo do curso.
Ciência Política I – IFCH02 6205 – Obrigatória
Prof. Pedro Senne
Horário: 2ª M3/4 e 4ª M5/6
Objetivos: Proporcionar uma visão panorâmica da formação dos conceitos fundamentais do pensamento político, desde a antiguidade grega até a formação do Estado centralizado.
Programa
1- A cidade-estado grega: as classes e as constituições.
1.a- Platão
1.b- Aristóteles
2- A cidade-estado italiana e o renascimento da política
2.1- Repúblicas e Principados
2.2- Maquiavel e a singularidade da política
3- O Estado centralizado: uma nova realidade
3.1- Hobbes e o contrato social
Bibliografia: será apresentada oportunamente
Tópicos Especiais de Ciência Política II – IFCH 02 0614
Tema: Política internacional pós-1945
Prof. Noéli Sobrinho e Prof. Pedro Senne
Horário: 2ª T1/2 e 4ª T1/2
Objetivo: Discutir a evolução da política internacional a partir dos arranjos feitos ao final da Segunda Guerra Mundial, suas mudanças de inflexão, e as conseqüências do fim da Guerra Fria.
Programa
I- O sistema bipolar
I.1- O confronto entre Estados capitalistas e socialistas
I.2- Estados líderes: URSS e EUA
I.3- Periferia do sistema
II- Competição intercapitalista
II.1- A flutuação da liderança americana
II.2- O papel da Europa e Japão
III- A periferia do sistema capitalista
III.1- América Latina
III.2- África e Ásia
IV- URSS: o fim de uma experiência que mudou o mundo
V- O fim da Guerra Fria e as alternativas de reconstrução das relações internacionais
Tópicos Especiais de Ciência Política III – IFCH 02 6033
Tema: Introdução às Relações Internacionais
Prof. Pedro Senne
Horário: 2ª M5/6 e 4ª M3/4
Objetivo: proporcionar ao aluno o conhecimento básico sobre os fundamentos conceituais que constituem o escopo da teoria das relações internacionais, associado à análise do processo histórico que gerou tais concepções.
Programa
I- O lugar da política internacional no contexto da teoria política
I.1- A filosofia política e o seu legado
I.2- Uma ciência para os problemas internacionais
II- Os eixos do complexo das relações internacionais
II.1- Política e poder
II.2- Sistemas econômicos
II.3- Judicialização da vida internacional
II.4- Cultura e comunicação
III- Os componentes ativos
III.1- O Estado nacional
III.2- OIG e ONG
III.3- Populações e indivíduos
IV- A evolução histórica dos arranjos internacionais
IV.1- O sistema europeu e sua expansão
IV.2- A perda da centralidade européia
IV.3- A era nuclear e o mundo bipolar
IV.4- O mundo pós-guerra fria
TEORIA E ENSINO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS nos cursos fundamental e médio – IFCH 02 09352
Profª Aspásia
Horário: 2ª T5/6 e sábado M3/4
I. Ciências Sociais e Interdisciplinaridade
Sociologia, Antropologia, Etnografia,Ciência Política e Economia. A influência indireta da Filosofia, da História e das Ciências Exatas. Objeto de estudo, origem, distinções e afinidades. A Grécia Antiga e o Renascimento: a origem da Ciência Política. A Economia e o Mercado: o século XVIII e o capitalismo comercial. A Revolução Francesa e a Revolução Industrial: o surgimento da Sociologia. A expansão colonial e a Antropologia.
PENSAMENTO POLÍTICO BRASILEIRO – IFCH 02 6335
Profª Aspásia
Horário: 2ª N3/4 e 4ª N3/4
Estudar e analisar a contribuição intelectual dos autores clássicos e grandes pensadores políticos brasileiros, aí incluindo os temas recorrentes à formação política do país. Tais como: as raízes da nacionalidade, as três etnias e a formação da nação e do Estado Nacional. O papel das oligarquias e do regionalismo neste processo. O nacionalismo e a crise das oligarquias. A modernização do Estado, o autoritarismo e populismo. O ciclo desenvolvimentista, os avanços e retrocessos da democracia. A teoria da dependência. A consolidação da democracia de massas, o papel das instituições jurídicas e seus limites. Como autores, destacamos Raymundo Faoro e Maria Isaura Pereira de Queiroz. Alberto Torres, Oliveira Vianna e Ruy Barbosa. Gilberto Freyre. Francisco Weffort e Celso Furtado, Helio Jaguaribe.Autores recentes como Leonardo Boff.
Técnicas de pesquisa II e II A– IFCH 06470 e 9365
Profa. Simone Pondé Vassallo
Horário: 3ª M3/4 e 5ª M1/2
Ementa
O curso se destina a preparar os alunos para a investigação qualitativa e, em particular, a pesquisa de campo, método antropológico por excelência, e seus principais instrumentos. Abordaremos a pesquisa etnográfica clássica, a antropologia urbana e a crítica contemporânea ao fazer antropológico. Uma parte do curso será de ordem prática, destinada à preparação de etnografias, realizadas pelos próprios alunos. A avaliação consistirá em provas teóricas e em trabalhos práticos voltados para a pesquisa de campo. A ementa e a bibliografia definitivas serão fornecidas no 1º dia de aula.
ATENÇÃO: AS AULAS COMEÇARÃO NO DIA 7 DE ABRIL.
Bibliografia preliminar
BECKER, H. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo, Hucitec, 1997, 3ª ed.
CALDEIRA, T. P. “A presença do autor e a pós-modernidade em antropologia”. In Novos Estudos CEBRAP, 21, julho 1988.
FOOT WHITE, W. A sociedade da esquina (Introdução, Capítulo I e Anexos). Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2006.
MAGNANI, J. G. “De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana”. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 17, nº 49, 2002.
MALINOWSKI, B. “Introdução: objeto, método e alcance desta pesquisa” e capítulo III: “Dados essenciais sobre o kula”. In: Os argonautas do Pacífico Ocidental.
QUEIROZ, M. I. “Relatos orais: do “indizível” ao “dizível”. In: Ciência e Cultura, 39 (3), março de 1987.
PEIRANO, M. “Os antropólogos e suas linhagens” e “A favor da etnografia”. In: ____. A favor da etnografia. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1995.
SEEGER, A, “Pesquisa de campo: uma criança no mundo”. In: ____. Os índios e nós. Rio de Janeiro, Campus, 1980.
VELHO, G. “Observando o familiar”. In: NUNES, E. (org.). A aventura sociológica. Rio de Janeiro, Zahar, 1978.
VELHO, G. A utopia urbana. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1973.
terça-feira, 17 de março de 2009
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